Ourém relutou muito em aceitar a independência do Brasil, custando muito a acatar o novo regime e a aclamar a soberania “do muito alto e Poderoso” Senhor D. Pedro, Primeiro Imperador do Brasil. Talvez acostumado pela escravidão a Portugal e duvidando da realidade ou aguardasse uma contra-revolução para repor novamente as instituições lusas. Ourém pode ter sido o último Município do Brasil a se integrar à Independência Nacional, pois raciocinando que o Pará foi o último Estado a aderir em 23/08/1.823, e sabendo que nosso Município após esta data ainda pagava impostos às Côrtes de Lisbôa e só se convencendo da proclamação da Independência em 13/10/1.823, quase um mês e meio depois, logo conclui-se que tal demora em aceitar a valência do “Grito do Ipiranga”, garantiu-lhe até que se prove o contrário, a fama de último e derradeiro a “jogar fora os laços” de Portugal.


Hoje entendemos porque João Gualberto, autor do Hino Oficial de Ourém relata em seus versos: “Ergamos nossa bandeira, que a Pátria inteira liberta está...” ou “acorda povo de Ourém tu tens também que despertar”.


Texto: Arlindo Matos.